terça-feira, 31 de julho de 2012

Administrando a própria construção

Várias são as pessoas que possuem o terreno e dispostas a construir, preferem contratar terceiros para realizar o empreendimento, com uma falsa impressão de tranquilidade em relação a todo o procedimento relativo quase sempre a documentação, mão de obra e material a ser utilizado.

Realmente contratar serviços de terceiros para receber o imóvel pronto é sem dúvida, para aqueles que podem um bom negócio. Mais saibam que administrar a construção de seu imóvel, além de ser bastante agradável ainda lhe dará uma economia de até 30% (trinta por cento) que poderá ser reservada e utilizada para pagamento de taxas finais e quem sabe até mobiliar a casa.

Dizemos agradável e econômico porque você estará na frente de tudo, fazendo pesquisas, negociando descontos e aproveitando as ofertas e promoções que as grandes lojas promovem diariamente.

É certo que nos dias atuais, nem todos dispõe de tempo suficiente para está andando de loja em loja procurando as melhores ofertas e promoções, mais saibam que encontrar esse tempo é fundamental para quem deseja economizar.

Assim, para que tudo saia na mais perfeita ordem é necessário alguns cuidados e precauções, seguem as dicas:

a) Inicialmente procure um arquiteto e um engenheiro para que sejam realizados todos os projetos necessários, tanto o arquitetônico quanto o estrutural, aqui incluindo os projetos elétricos e hidráulicos.

b) De posse dos projetos devidamente assinados e aprovados, procure contratar um mestre de obras de sua confiança e com ele firme por escrito um contrato de prestação de serviço, no qual o mesmo ficará responsável por toda a parte de contratação de pedreiros e ajudantes que trabalharão na obra;

c) Através de seu arquiteto e engenheiro, registre seu projeto no CREA e na Prefeitura, pagando corretamente as taxas relativas a construção e retire o seu alvará de construção, lembrando-se que sem ele a obra será embargada;

d) Com o contrato firmado taxas pagas e alvará na mão, aí sim poderá ser inicializada a construção e você verá como é prazeroso negociar com os comerciantes os materiais que serão empregados na obra e o quanto de desconto que lhe será concedido para pagamento a vista ou até mesmo em parcelas.

e) Analise, se for o caso, a viabilidade da utilização de cartão de crédito para construção, tendo em vista que os juros estão em baixa e a oferta deste crédito poderá lhe trazer vantagens.

f) Ao termino da obra é necessário requerer junto à prefeitura de sua cidade o habite-se e de posse dele realizar a averbação da construção, no Cartório de Registro de Imóveis. Neste ponto você precisará da economia realizada para ajudar no pagamento das taxas.

Amigos talvez alguns de vocês discordem ou questionem a praticidade e a simplicidade aqui levantada para a construção de um imóvel, mas acreditem é simples assim, pois eu mesmo vivenciei esta situação e consegui construir a minha casa. Para que isso aconteça é bastante ter coragem de transpor os obstáculos que poderão surgir.

E mais, pessoas que seguiram os conselhos acima conseguiram sem maiores dificuldades administrar bem a construção, colocando para isso as pessoas certas nos lugares corretos e ao final tiveram sucesso e economia.

O sucesso decorre da realização do sonho, enquanto que a economia decorre da administração correta e cautelosa de suas receitas na construção.
Sorte aos que ingressarem nessa jornada.

anthonylima@anthonylima.com.br

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Cuidados na Aquisição de Imóvel Usado

Sempre debatemos o tema da compra de imóvel novo e na planta, hoje iremos falar sobre a aquisição de imóvel usado ou comumente chamado de terceiros.

Vocês já sabem que a compra de um imóvel requer muita cautela e atenção do comprador para uma série de informações que devem ser verificadas antes de adquirir um imóvel, principalmente de terceiros (usado).

Estes cuidados estão relacionados tanto ao imóvel quanto ao seu proprietário, no caso o vendedor, pois diversas são as certidões que devem ser apresentadas pelo mesmo durante a celebração da escritura de compra e venda de imóveis.

O procedimento a ser adotado tem como finalidade principal a prevenção para o caso de existência de algum impedimento legal à alienação do imóvel ou a transferência do mesmo, em razão de alguma dívida pendente do vendedor que venha a comprometer o seu patrimônio.

Primeiramente vamos abordar a questão das Certidões relativas ao imóvel. Entre as certidões obrigatórias para a lavratura dos atos notariais destacam-se: a) Certidão de ônus Reais da matricula do imóvel – é a principal certidão a ser apresentada para a efetivação da transação imobiliária, pois é possível verificar quem é o proprietário e se há algum ônus ou gravame a exemplo de uma penhora ou hipoteca; b) Certidão Vintenária – na qual constam os registros e as averbações realizadas nos últimos 20 anos; c) Certidão de inteiro teor – onde consta todos os registros e as averbações realizados desde a criação da matrícula do imóvel.

Em conjunto toda essa documentação possibilita a confirmação de uma série de informações que são de vital importância para o conhecimento da titularidade do imóvel, a sua área, confrontações, regularidade e possíveis existências de gravames.

É necessário ainda a apresentação das certidões que comprovem a regularidade fiscal do imóvel, ou seja, se os impostos sobre ele incidentes como o IPTU ou ITR (em caso de imóvel rural) estão quites.

E para o caso de imóveis em condomínio é essencial à quitação condominial. Lembrando sempre que impostos e contribuições condominiais são dívidas que acompanham o imóvel, não importando quem seja o seu proprietário.

Já em relação ao vendedor é bom que o futuro adquirente do imóvel solicite certidões de distribuições de feitos judiciais tanto na esfera comum quanto na federal. Estas certidões identificam eventuais ações movidas em nome ou contra o vendedor e devem ser solicitadas também na justiça do trabalho.

Por fim alguns tipos de imóveis exigem certidões específicas são eles: a) imóveis foreiros à União – deve ser apresentada certidão que autorize a transferência do imóvel, deixando claro que o bem está quite com foros e laudêmios; b) Terrenos de Marinha – do mesmo modo deve ser apresentada certidão de quitação com foros e laudêmios; c) Imóveis Rurais – deve ser apresentado o certificado de imóvel rural – CCIR expedido pelo INCRA e a quitação de Imposto Territorial Rural – ITR; d) Imóveis de propriedade de pessoa jurídica – Devem ser apresentadas cópia do ato societário e certidões negativas de débito do INSS e a certidão conjunta de quitação de tributos e contribuições federais e dívida ativa da União, expedida pela Receita Federal do Brasil.

Agindo com prudência, evita-se o risco de cancelamento da aquisição do bem por o mesmo está com algum impedimento legal.
Saudações a todos os internautas.
anthonylima@anthonylima.com.br