segunda-feira, 25 de junho de 2012

Promoções, estoque alto ou bolha imobiliária?

Tenho observado que cada dia mais tem se tornado uma constante a questão dos feirões envolvendo o setor imobiliário, e por que será que isto está acontecendo?

Ontem e hoje lendo e vendo reportagens tanto de jornais locais quanto na mídia nacional, restou claro que os imóveis estão começando a “encalhar” e que não resta alternativa para os proprietários que não seja a diminuição desses valores.

Mais será que está havendo diminuição de valores, “promoções” nas vendas ou os imóveis estão voltando ao seu valor real?

Analisando a situação de forma cautelosa verifica-se que a tendência é o preço dos imóveis retornar ao seu patamar real, caso contrário poderá haver um colapso.

É que com a vasta abertura de crédito imobiliário o mercado, local e porque não dizer nacional, valorizou muito o bem e isso está afastando potenciais compradores, inclusive investidores.

Veja-se que algumas pessoas compram imóveis na tentativa de auferir ganhos futuros, já que os rendimentos com aplicações financeiras estão diminuindo, com isso adquirem imóveis, alguns na planta para depois revender outros com o intuito de aumentar o patrimônio e ganhar com alugueis.

Mais o preço dos alugueis não estão acompanhando o preço dos imóveis e isto torna o investimento menos atrativo e “incha” o mercado de imóveis usados e de alugueis.

Por outro lado a grande maioria precisa mesmo é de casa própria e com valores aquecidos fica difícil adquirir com segurança o financiamento habitacional, uma vez é que bastante difícil comprar a vista.

Note que um financiamento habitacional dura em média 30 anos e mesmo com subsídios governamentais, a exemplo do programa minha casa minha vida, os valores imobiliários devem ser revistos para se adequar a realidade do local.

Há de se ter em mente que na América do Norte a situação se complicou porque começou do mesmo jeito que o Brasil está fazendo agora, ou seja, abertura excessiva de crédito sem segurança concreta de recebimento do credito ofertado.

Alguns acreditam que a segurança dos agentes financeiros está na forma de retomada do bem em caso de inadimplência, outros acreditam que isto aumentará, em um futuro próximo, o déficit habitacional, o qual as autoridades governamentais tentam reduzir a cada ano.

O certo é que, a bolha está inflando e, caso os envolvidos no ramo imobiliário não administrem corretamente essa situação, imóveis novos, usados X preços altos, a mesma irá explodir e o único prejudicado será a população de um modo geral.

Portanto, prestem muita atenção na hora de adquirir a sua casa própria e pesquise bem o local onde o imóvel está situado para vê se ele está dentro da realidade de preços.

Saudações a todos.

anthonylima@anthonylima.com.br

quarta-feira, 20 de junho de 2012

STJ Edita nova Súmula para Seguros Habitacionais

Quando o consumidor faz um financiamento habitacional ele consequentemente adquire um seguro o qual deve cobrir duas modalidades são elas: morte ou invalidez permanente e os danos físicos no imóvel.

Este é um assunto que gera bastante polêmica entre os mutuários e as instituições financeiras já que retrata a total ausência de participação dos primeiros na contratação da seguradora, sendo-lhes às vezes impossível optar por outra empresa ou outro plano que lhes dê a mesma cobertura e com valores menores.

Da forma como era realizada a contratação do seguro, inserida no contrato de financiamento habitacional (contrato de adesão), havia um flagrante desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor, pois caracterizava a chamada “venda Casada”.

Os consumidores insatisfeitos com aquela situação e até mesmo sentindo-se lesados e sem falta de opção começaram a ingressar com demandas judiciais discutindo a possibilidade de se contratar outra seguradora diferente da ofertada pelo banco com o qual tinha firmado o contrato de financiamento.

Os Tribunais aplicando corretamente o Código de Defesa do Consumidor começaram a albergar os pedidos trazendo a vitoria para o mutuário e permitindo que ele procurasse à seguradora que melhor ofertasse valor para o seguro.

Em face dessa situação e até mesmo descontentes com as decisões, as instituições bancárias começaram a recorrer à instância superior, no caso em apreço o Superior Tribunal de Justiça – STJ, o qual decidiu resolver o tema em questão utilizando-se para isso de edição de nova súmula a respeito da matéria.

Assim, partindo das inúmeras ações sobre a possibilidade de troca de seguradora, a Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça editou a Súmula 473 a qual dispõe que:

“O mutuário do SFH não pode ser compelido a contratar o seguro habitacional obrigatório com a instituição financeira mutuante ou com a seguradora por ela indicada”.

É certo que a súmula editada não tem efeito vinculante, no entanto a mesma está apta a servir de consolidação do entendimento pela Corte Superior.

Desta forma ganha o mutuário e a sociedade como um todo, a qual terá o direito a procurar valores de seguros mais baratos e com isso diminuir o valor mensal a ser pago a esse título.

Saudações a todos.

anthonylima@anthonylima.com.br